O nó na minha garganta vai diminuindo.
Palavras juntam-se, grudam-se, atropelam-se umas por cima das outras. Nao importa
quais sejam. Empurra-se e trepam uma nos ombros das outras. As isoladas, as
solitárias acasalam-se cambaleiam, multiplicam-se. Não importa o que digo. Como
um pássaro a esvoaçar, uma frase cruza o espaço vazio entre nós. Pousa nos lábios
dele.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
We found love
It’s like you’re screaming and no one can hear. You almost feel ashamed that someone could be that important, that without them you feel like nothing. No one will ever understand how much it hurts. You feel hopeless, like nothing can save you. Then when it’s over and it’s gone, you almost wish that you could have all that bad stuff back, so that you could have the good.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Do the things that you always wanted to
Without me there to hold you back, don't think, just do
More than anything I want to see you girl
Take a glorious bite out of the whole world.
sábado, 20 de outubro de 2012
Sou de passáros
Do que me prende a terra, desfaço o laço e me afasto. Por que não sou de chão; sou de pássaros.
De asas nos pés.
Acerto o compasso, apresso o passo e leve, sigo. Porque sou de plumas. De levitares e de suspiros.
Em brisas ou furacões eu sou de ventos. Eu sou de voos num rasgar de céus azuis. E quando asas me faltarem, serei de quedas, ainda que abismais, nem o viver discreto impedirá a torrente de almas que me rasgam de fora pra dentro o limite de céu que trago.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Eu só quero quero você
Eu nao quero que seus amigos saibam tudo
sobre mim, só que quando ninguém saiba onde você está, eles digam que você –
provavelmente – está comigo. Eu nao quero que tu ame as bandas que eu gosto, só
quero que você me ligue pra dizer que ouviu uma musica, e que lembrou de mim.
Eu nao quero que você me de presentes o tempo todo, só quero que em um dia aleatório,
você chegue com uma margarida roubada do jardim do vizinho. Eu nao quero que você
me ligue o tempo todo, só que mande uma mensagem de madrugada, dizendo que nao
consegue dormir. Eu nao quero que você me leve para onde tu for, so quero que
quando você voltar, diga que sentiu saudades.
Eu nao quero que você saia comigo todos os
dias, só quero que em um dia qualquer você me ligue dizendo que está em frente
a minha casa, me esperando. Eu nao quero que você me faça declarações de amor,
só quero que eu encontre meu nome escrito em algum canto do seu caderno. Eu nao
quero que você me chame de apelidos como amor, linda, foda, so quero que quando
perguntem sobre mim, suas pupilas dilatem e você diga “minha princesa”.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Mario Quintana disse:
Essas duas tresloucadas, a Saudade e a Esperança, vivem ambas na casa do Presente, quando deviam estar, é lógico, uma na casa do Passado e a outra na do Futuro. Quanto ao Presente - ah! esse nunca está em casa.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
;
Eu perdi a capacidade de entrega. perdi. ia dizer que me roubaram e xingar aquele filho da puta de filho da puta mais uma vez, mas não sei, não sei nada, não sei se alguém tem culpa, não entendo essa nova forma de fracasso que se materializou na minha vida, isso de não conseguir fazer algo que quero muito. eu sinto muito - mas eu não sinto nada. como se tivessem arrancado todas as minhas entranhas e deixado só aquela ressaca maldita e amarga de não conseguir. não consigo. não sei como conseguir. não sei lidar com não saber. não dói. não dói porque eu não sinto mais nada. mentira, sinto sim. mas não sei onde fica. saudade de quando era uma porraloca que saía jogando tudo na mão dos outros sem nem saber se queriam segurar. sem nem saber se conseguiam. nunca conseguiram. e agora eu não sei mais fazer. não sei se desisto, se tento, se vou com calma, se esqueço, se corro, se fico, se me esbofeteio na tentativa de expulsar os nãos, se minto, se grito, se durmo, se desisto. meu deus, meu deus, cadê aquela pessoa que dizia que a vida sem isso era uma florzinha no deserto sabendo que ia morrer esturricada, cadê minhas tripas, cadê minha essência, cadê eu nessa porra dessa vida de merda que escolhi, cadê, cadê meu pulso, cadê meu sangue, cadê vida nessa vida de merda
domingo, 29 de julho de 2012
C.F
Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás
quarta-feira, 4 de julho de 2012
..
Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantém mãos unidas. É uma forma de trocar energia, de dizer: você não se enganou, eu estou aqui. Porque por mais que os obstáculos nos desafiem, o sentimento que realmente permanece costuma vir de quem não tem medo de ficar
domingo, 1 de julho de 2012
Sossegue
Sossegue coração. E acalme esse bater.
Fique firme, fique comigo.
Somos eu e você, como sempre, juntos.
Porque eu prometi te carregar no peito, houvesse o que houvesse.
E você prometeu que por mais que pedisse, você não deixaria de bater.
Somos eu e você, coração. Confie.
Vamos fazer um acordo?
A gente continua firme, a gente continua aqui. A gente continua acreditando.
Porque eu não posso viver sem você, coração.
Então por agora, bata por mim.
M. Tuissi
M. Tuissi
quarta-feira, 21 de março de 2012
autopiedade
Quase todos nós caímos, por vezes, na armadilha da autopiedade. Mas algumas pessoas não conseguem se libertar dela. Aqueles que ficam com pena de si mesmos são facilmente reconhecíveis. Contam, com riqueza de detalhes, episódios tristes e dolorosos de suas vidas, guardados como se fossem recordações dignas de um álbum. O que dá pena não são as situações sofridas - porque sofrimentos todos nós vivemos - mas a dificuldade que estas pessoas apresentam em superar os traumas ocorridos e deixá-los no passado. É lamentável que eles se disponham a viver colecionando dores, sofrimentos e -- principalmente -- rancores e amarguras. Estas lembranças só servem para aumentar o peso da existência.
O maior perigo destas atitudes reside no fato de que toda a vida da pessoa fica contaminada pelos acontecimentos antigos e tudo de novo que acontece é avaliado como se fosse uma repetição do passado. As pessoas que foram traídas passam a esperar de cada pessoa que delas se aproxima uma nova traição. Aqueles que foram agredidos vêem uma agressão em cada nova situação de vida, e assim por diante.
Além disto, quando cultivamos a atitude de ter pena de nós mesmos, estamos nos colocando voluntariamente em uma situação de fragilidade e inferioridade. Seria muito melhor fazer um esforço para virar a página e deixar o passado se desfazer na poeira do tempo.
É preferível tentarmos esquecer o passado e nos esforçarmos para conseguir nos libertar dos sentimentos negativos. Aprendermos quais são os nossos ideais e lutarmos para conquistá-los. E precisamos estabelecer projetos de vida que sejam possíveis de serem realizados e nos ligarmos neles e em sua execução. Isto é muito mais positivo do que ficarmos vitimados por infortúnios passados e por isto negarmos a nós mesmos a possibilidade de conquistar a felicidade.
A vida é difícil para todos nós. Saber disto nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. Justificar a autopiedade toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer.
É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão próximos e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento e de um abraço de conforto. E usar sempre nossas melhores qualidades para resolver problemas, que são as capacidades de amar, de tolerar e de rir.
Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e quando não as encontram se esforçam por criá-las. Quem acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que nos chegam às mãos
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
[ ]
Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.
C.F
Se não fosse amor eu já teria desistido de nós. Não haveria planos, nem vontades, nem ciúmes, nem coração magoado. Se não fosse amor, não haveria desejo, nem o medo da solidão. Se não fosse amor não haveria saudade, nem o meu pensamento o tempo todo em você.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Adeus
No começo era o lindo, depois passou de lindo para “o capeta”. Fazia xixi onde bem queria e só dormia se desse a mão pra você “mamar” e claro, não deixava a gente dormir nunca. Achava que era bebezinho (e era) até hoje. Você vivia fugindo, e nós claro, vivíamos atrás de você. Na casa do vizinho, em cima da árvore ou escondido debaixo do carro.
Sempre aprontando alguma, hiperativo que era não parava quieto um minuto. Queria te matar todas as vezes que o tapete estava fedido de urina, não queria dividir meu iogurte nunca, mas você insistente sempre dava um jeitinho de ganhar, se não ganhasse ia logo se enfiando dentro da caneca. Não vai ter mais a mesma graça pegar ração molhada que parecia ter efeito de drogas para você. Adorava brincar com a grama. É cara, você vai fazer tanta falta, vou sentir falta de gritar inúmeras vezes no dia porque você fez algo de errado, vou sentir falta de as vezes ter que trancar a porta do quarto só para você não entrar de madrugada e não me acordar. Sinceramente, eu lavaria todos os dias as tampas do banheiro que você sempre sujava. Vou sentir falta de gritar, de ficar nervosa, de brincar contigo. Tenho certeza quanto ao meu amor, e eu nunca falei sério quando eu dizia que iria te dar para outras pessoas. Ah, mas como vou sentir saudades do seu miado estérico e do seu ronronar..Eu faria tudo de novo, Fredinho.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
I need..
"Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem de madrugada, quero flores, quero doces, quero música, quero parar de me doar e começar a receber!"
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Importar se com quem se importa.
"Não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam" [?]'
Pois não se incomode por me importar demais, se preocupe quando parar de me importar!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
é isso.
Não da mais. O peso dos limites que eu mesma me impus estão insuportáveis, mas quando acho que posso transpô-los, percebo que tudo dói como se fosse a primeira vez. Eu só quero ser livre de novo. Eu preciso de ar!
S.B
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
[...]
Então, sorri, enquanto abro lentamente
a minha porta, o nosso livro, a tua roupa
Enquanto falo com a voz um pouco rouca
o quanto sinto tua pele um tanto quente
Então, segue, com um canto da tua boca
rindo um riso leve, calmo e inocente
Doutro lado, sê faminta e indecente
irresponsável, selvagem, voraz e louca
Tira-me de mim; leva-me ao labirinto
de caminhos de odores, sois e gosto
só pra ver, no paraíso, o que eu sinto
Tira-me do sério, com um toque faminto
enquanto deixo parte do teu corpo exposto
Mas não tira esse sorriso do teu rosto
a minha porta, o nosso livro, a tua roupa
Enquanto falo com a voz um pouco rouca
o quanto sinto tua pele um tanto quente
Então, segue, com um canto da tua boca
rindo um riso leve, calmo e inocente
Doutro lado, sê faminta e indecente
irresponsável, selvagem, voraz e louca
Tira-me de mim; leva-me ao labirinto
de caminhos de odores, sois e gosto
só pra ver, no paraíso, o que eu sinto
Tira-me do sério, com um toque faminto
enquanto deixo parte do teu corpo exposto
Mas não tira esse sorriso do teu rosto
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