Do que me prende a terra, desfaço o laço e me afasto. Por que não sou de chão; sou de pássaros.
De asas nos pés.
Acerto o compasso, apresso o passo e leve, sigo. Porque sou de plumas. De levitares e de suspiros.
Em brisas ou furacões eu sou de ventos. Eu sou de voos num rasgar de céus azuis. E quando asas me faltarem, serei de quedas, ainda que abismais, nem o viver discreto impedirá a torrente de almas que me rasgam de fora pra dentro o limite de céu que trago.


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